Políticas de Aplicações Financeiras

Clique aqui para acessar o PDF.

 

Histórico de Revisões

Versão: Data de Revisão: Histórico:
1 17/12/2021 Elaboração do Documento.

 

I. Objetivo

Estabelecer as diretrizes básicas referentes à gestão dos recursos financeiros, observando as regulamentações aplicáveis e as melhores práticas de mercado..

II. Abrangência

A presente Política de Aplicações Financeiras (“Política”) é aplicável a todos os administradores (Diretores, membros do Conselho de Administração e membros dos Comitês de Assessoramento), membros do Conselho Fiscal e colaboradores das empresas Cielo S.A., Aliança Pagamentos e Participações Ltda., Servinet Serviços Ltda. e Stelo S.A., doravante denominadas de “Companhia”.
Todas as Sociedades Controladas da Companhia devem definir os seus direcionamentos a partir das orientações previstas na presente Política, considerando as necessidades específicas e os aspectos legais e regulamentares a que estão sujeitas.
Em relação às Sociedades Coligadas, os representantes da Companhia que atuem na administração das Sociedades Coligadas devem envidar esforços para que elas definam os seus direcionamentos a partir das orientações previstas na presente Política, considerando as necessidades específicas e os aspectos legais e regulamentares a que estão sujeitas.

III. Diretrizes

Sobre a gestão dos recursos financeiros, a Companhia:

1. Considera o alinhamento entre o seu perfil de riscos, o seu apetite a riscos e a sua estratégia;

2. Sempre avalia a sua exposição ao risco quando há possibilidade de realizar novos investimentos;

3. Avalia o risco da sua Carteira de Aplicações Financeiras;

4. Realiza a recuperação de valores da sua Carteira de Aplicações Financeiras acionando o Fundo Garantidor de Crédito (“FGC”) e/ou o interventor/liquidante da Instituição Financeira em Default, quando necessário;

5. Respeita as metas de liquidez dos recursos financeiros conforme regras estabelecidas em normativo interno específico sobre aplicações financeiras, de responsabilidade da Superintendência de Tesouraria;

6. Realiza a gestão dos indexadores dos investimentos, em moeda local e moeda estrangeira, com o objetivo de

identificar oportunidades de mercado para uma melhor gestão dos recursos financeiros da Companhia, obedecendo as normas e regras aplicáveis.

IV. Exceções

As exceções, quando aplicáveis, serão tratadas pela Diretoria-Executiva ou Conselho de Administração, dependendo do caso e conforme alçada aplicável.

V. Gestão de Consequências

Colaboradores, fornecedores ou outros stakeholders que observarem quaisquer desvios às diretrizes desta Política, poderão relatar o fato ao Canal de Ética (www.canalconfidencial.com.br/cielo ou 0800 775 0808), podendo ou não se identificar.

Internamente, o descumprimento das diretrizes desta Política enseja a aplicação de medidas de responsabilização dos respectivos agentes conforme a gravidade do descumprimento.

VI. Responsabilidades

  • Administradores e colaboradores envolvidos no processo:
  • ­ Observar e zelar pela Política e, quando necessário, acionar as áreas envolvidas no processo para consulta sobre situações que envolvam conflito com esta Política ou mediante a ocorrência de situações que possam colocar a Companhia em risco;
  • ­ Garantir a segregação e definição de funções, atribuições de responsabilidades e delegação de autoridades que subsidiem a efetiva administração dos recursos financeiros.
  • Superintendência de Tesouraria:
  • Avaliar as melhores oportunidades de investimentos para a Companhia, visando a otimização da rentabilidade ponderada pelo risco associado;
  • Controlar a Carteira de Aplicações Financeiras, conforme regras, indicadores e limites estabelecidos na Norma de Aplicações Financeiras;
  • Efetuar aplicações e resgates de investimentos, de acordo com as movimentações do caixa, respeitando rigorosamente as alçadas estabelecidas na Norma de Aplicações Financeiras;
  • Realizar todos os registros contábeis provenientes da gestão das aplicações financeiras da Companhia, em conformidade com os normativos contábeis vigentes, bem como atender as respectivas demandas de auditoria;
  • Monitorar a flutuação da taxa de juros, câmbio e outros indexadores financeiros atrelados à Carteira de Aplicações Financeiras da Companhia.
  • Diretoria de Riscos, Compliance, Prevenção e Segurança:
  • Avaliar as metodologias, métricas e controles relacionados à gestão dos recursos financeiros;
  • ­ Monitorar e reportar às instâncias de governança em gestão de riscos os indicadores e limites de exposição a risco.

VII. Documentação Complementar

  •  Circular nº 3.681, de 04 de novembro de 2013 do Banco Central do Brasil (“Bacen”)
  • Declaração de Apetite a Riscos; Norma de Alçadas;
  • Norma de Aplicações Financeiras; Normas internas aperfeiçoadas constantemente, aprovadas pelas alçadas competentes e disponibilizadas a todos os colaboradores;
  • Política de Gestão de Riscos Corporativos e Controles Internos;
  • Política Financeira;
  • Regimento Interno do Comitê de Riscos;
  • Regimento Interno do Conselho de Administração.

VIII. Conceitos e Siglas

  • Carteira de Aplicações Financeiras: conjunto de instrumentos que compõem os investimentos da Companhia;
  • Conselho de Administração: é um órgão de deliberação colegiada que visa satisfazer as atribuições de orientar e fiscalizar a gestão da Diretoria-Executiva e decidir sobre as grandes questões do negócio, incluindo-se a tomada das decisões estratégicas, de investimento e de financiamento, entre outros assuntos previstos no artigo 142 da Lei das Sociedades por Ações e/ou estatuto social da companhia.
  • Default: situação de inadimplência total ou parcial da contraparte;
  • Diretoria-Executiva: é o órgão responsável pela gestão dos negócios da sociedade, executando a estratégia e as diretrizes gerais aprovadas pelo Conselho de Administração. Por meio de processos e políticas formalizados, a Diretoria-Executiva viabiliza e dissemina os propósitos, princípios e valores da organização;
  • FGC: é Fundo Garantidor de Créditos, ou seja, uma entidade privada e sem fins lucrativos que protege os investidores que colocam seu dinheiro em instituições financeiras associadas a ele;
  • Instituição Financeira: é aquela que faz o papel de intermediário entre o cliente e algum tipo de serviço do mercado financeiro, como a realização de algum investimento, empréstimos, financiamento, entre outros serviços;
  • Norma de Aplicações Financeiras: instrumento normativo que determina, principalmente, os tipos de aplicações financeiras permitidas, instituições financeiras elegíveis e alocação de recursos por instituição e produto.

V. Disposições Gerais

É competência do Conselho de Administração da Companhia alterar esta Política sempre que se fizer necessário.
Esta política entra em vigor na data de sua aprovação pelo Conselho de Administração e revoga quaisquer normas e procedimentos em contrário.